Mochilão pela Europa com até 5 mil reais: 3 opções de roteiros

July 11, 2018

Muita gente pensa que viajar pela Europa é caro. Mas isso acontece por conta do planejamento que se faz para uma viagem desse porte. Quando dedicamos tempo ao planejamento da viagem e abrimos mão de muitos luxos em prol das experiências, a história é outra. Descobrimos então que conhecer o continente europeu é perfeitamente possível mesmo um orçamento de até 5 mil reais.

 

Nos parágrafos abaixo você tem acesso a três roteiros distintos pela Europa gastando menos de 5 mil reais. O primeiro é para a Europa clássica, com os países mais “badalados”, digamos assim. O segundo é para o leste europeu, conhecido por ser o destino de mochileiros, estudantes e de pessoas que buscam destinos que caibam no bolso. Por fim, montamos também um roteiro pelos bálticos.

 

1 - A primeira eurotrip – Inglaterra, França, Holanda e ItáliaViajar para as capitais mais turística s da Europa com apenas 5 mil reais no bolso é uma tarefa dificílima e só será possível se você souber gerenciar os seus gastos, trabalhando o autocontrole para resistir à tentação de ir às compras. Este é um roteiro para 15 dias de mochilão barato pela Europa Ocidental, indicado para quem nunca esteve no continente e quer conhecer as cidades mais badaladas.

 

Passagens aéreas
 

Para conseguir fazer um mochilão barato pela Europa visitando as cidades mais clássicas, é preciso ter paciência e flexibilidade de datas para aproveitar as melhores promoções das companhias aéreas. Em outubro de 2016, a American Airlines vendeu passagens de São Paulo com destino a Londres por R$2.133,71, já com as taxas e encargos. Para melhorar, era possível fazer stopover e ficar uns dias em Nova York (mas para isso é necessário ter o visto de turismo dos Estados Unidos).

 

Dica importante: voos de longas distâncias costumam fazer conexões, às vezes em cidades bem interessantes. Quando for comprar as passagens, escolha as pausas maiores, para que você possa sair do aeroporto e conhecer ao menos alguns pontos turísticos. Foi o que fizemos em Milão, Roma e Paris, dentre outras cidades que viemos a conhecer melhor em diferentes viagens.

 

Hospedagens
 

Para economizar em hospedagem, recomendo que você busque por hostels no Booking ou no HostelWorld, sempre atento àqueles que tenham boa localização, próximos aos pontos turísticos que você queira visitar. Na Europa Airbnb não é uma opção muito vantajosa para quem viaja sozinho (mas você pode se cadastrar no nosso link e ganhar R$100 de desconto na primeira hospedagem).

Outra dica importante é fazer os deslocamentos à noite. Na maioria das empresas, as poltronas são minimamente confortáveis, o suficiente para você reclinar um pouco as costas, colocar fones de ouvidos e tapa-olhos para recarregar as energias para o próximo dia de passeios

 

Observação: Note que em Londres e Paris eu consegui economizar uma diária de hostel, já que dormi no ônibus a caminho da próxima cidade.

 

Alimentação
 

Se o hostel não oferecer café da manhã gratuito, lembre-se de passar no mercado para estocar lanches. As geladeiras são comunitárias e você pode guardar a sua comida durante todo o tempo da sua estadia, basta identificá-las com etiquetas.

 

Em Londres comer bem não sai barato se você não souber aonde ir. Então guarde com carinho a nossa lista com 15 restaurantes onde as refeições custam menos de 9 libras.

 

O mesmo é válido para Paris. Achar restaurantes baratos não é tarefa simples, mas aqui no Viajei Bonito nós já listamos algumas opções nas quais as refeições não saem por mais de €10. Na Itália os preços são um pouco mais baixos e a dica para economizar com alimentação é apelar para a apericena, onde você paga apenas um drink e come até não aguentar mais.

 

Em média, gastei €30 com alimentação por dia. No final de 15 dias, foram €450 ou R$R$2.042,91.

 

Atrações turísticas
 

Gastos com atrações turísticas são muito difíceis de prever, pois vão de acordo com interesses pessoais de cada viajante. Nós, particularmente, procuramos atrações gratuitas em todos os lugares que vamos. Londres, por exemplo, tem centenas de museus, galerias, teatros e até shows com entrada grátis, então para nós atrações como London Eye e Museu de Cera são completamente dispensáveis. Amsterdã também oferece uma inúmeras atrações gratuitas.

 

Por outro lado, é impossível passar por Roma sem visitar o Coliseu, o Palatino e a Basílica de São Pedro, no Vaticano. O mesmo vale para Paris, não dá para passar pela cidade sem visitar o Louvre, por exemplo.

 

Na Inglaterra não gastei nada com atrações turísticas. Em Paris, subi ao topo do Arco do Triunfo pagando €9 (preço para pessoas de até 25 anos), depois fui ao Louvre, onde o ingresso custou €17.

 

Já em Amsterdã, paguei €9 para entrar na Casa de Anne Frank. Por fim, em Roma desembolsei €11,50 no combo Coliseu + Palatino + Foro Romano (tarifa reduzida para jovens de até 25 anos) e no Vaticano foram mais €6 para subir a pé os 551 degraus até a cúpula.

 

No total, gastei €52,50 com passeios e atrações turísticas, valor correspondente a R$238,34.

Transporte urbano
 

Estamos falando de cidades grandes, com atrações turísticas espalhadas por todo o território, então o melhor a se fazer é comprar cartões que ofereçam viagens ilimitadas durante o período da sua estadia, assim você não precisa se preocupar com o que vai gastar e pode se deslocar com facilidade. Acredite, você nunca usará apenas uma passagem de ida e de volta por dia, por isso os passes ilimitados são tão vantajosos.

Acrescente também o valor do deslocamento até os aeroportos e programe-se para sair cedo usando o transporte público. Taxis são caríssimos e vão comprometer o seu orçamento de 5 mil reais para o mochilão.

 

Londres: £33

 

Em Londres, vale mais a pena pagar pelos bilhetes diários com viagens ilimitadas que custam 6,70 libras se você for ficar até 4 dias. A partir do quinto dia, vale mais a pena pagar pelo passe semanal, que custa 33 libras. O que sobrar, você pode deixar para alguém no hostel e fazer um amigo mochileiro feliz.

 

Paris: €14,50

 

Para 3 dias em Paris, vale a pena comprar o carnet 10 voyages, que custa €14,50 e abrange além do metrô, ônibus, tram e RER zona 1. O bilhete unitário custa €1,90.

 

O Viaje na Viagem tem um guia esclarecedor sobre como usar o transporte público na cidade.

 

Amsterdã: €17

 

Em Amsterdã também existem cartões com viagens ilimitadas por diferentes períodos, variando entre €7,50 para um único dia, até €34 para uma semana. Eu fiquei 3 dias na cidade e comprei o cartão de €17 que vale por 36 horas a partir do momento da primeira validação (sim, tem que validar os bilhetes quando entrar no transporte público, senão você toma multa).

 

O site Ducs Amsterdam ensina passo a passo como usar o transporte público na cidade.

 

Roma: €14

 

Para conhecer Roma, é necessário ter disposição para caminhar. Os pontos importantes ficam muito próximos e você perderia muita coisa se decidisse se deslocar apenas de metrô.

 

Entretanto, é válido usá-lo até a Villa Borghesee o Vaticano, que são muito afastados do Centro.

 

Aqui não vale a pena comprar o bilhete ilimitado para ficar 5 dias, pois ele custa €24, enquanto a corrida simples custa €1,50 e é válida por 100 minutos (1 hora e 40 minutos).

 

O ônibus que vai da estação Roma Termini até os aeroportos de Fiumicino e Ciampino custa €5 comprando aqui.

 

Em 15 dias de mochilão pela Europa Ocidental, foram gastos €83,50 com transporte público, quantia equivalente a R$379,07.

 

Transporte entre países
 

Na Europa, é fácil e barato se deslocar entre países. As passagens aéreas são baratas, mas nem sempre são vantajosas. As melhores opções para curtas distâncias são trens, ônibus e para os mais aventureiros, o BlaBlaCar, aplicativo de caronas.

 

As tarifas são muito variáveis, por isso, quanto mais cedo você comprar as suas passagens, mais barato vai pagar por elas. O site que sempre uso para consultar preços de qualquer meio de transporte é o GoEuro, com ele é possível economizar uma grana considerável

 

 

Seguro viagem
 

Todos os países que fazem parte do Tratado de Schengen exigem o seguro viagem. Um mochilão de 15 dias, o serviço custa em média R$190,67. Faça uma cotação e use o código abaixo para ter acesso ao valor promocional:

 

 

 

*Os valores em Reais são atualizados automaticamente de acordo com a variação cambial do dia.

 

 

 

 2 - Mochilão barato pelo leste europeu – Alemanha, Polônia, República Tcheca, Áustria e HungriaO leste europeu se firmou como destino favorito de mochileiros e nômades digitais não só pelo baixo custo de vida, mas pelas belezas naturais e fascinantes construções que contam capítulos importantes da história mundial em cada detalhe. As ruas exalam arte e é comum ver artistas se apresentando nos parques, nas praças e até nos metrôs. Se nada disso te convenceu, pense na vida noturna agitada e nas cervejas extremamente baratas. Ali é possível viajar com apenas 5 mil reais tranquilamente!

 

Passagens aéreas
 

Infelizmente, os voos que saem do Brasil com destino ao leste europeu não são baratos. Mas um mochileiro safo é capaz de contornar essa situação com maestria e ainda tirar proveito dela.

 

Comprando as passagens para Berlim ou Frankfurt, você paga menos e ainda ganha um destino a mais para conhecer. Em tempos de promoção, encontramos passagens de ida e volta para Frankfurt saindo de São Paulo por R$2.201,80, incluindo taxas e encargos. Consulte preços atualizados aqui.

 

 

 

Alimentação
 

Com €20 por dia é possível manter uma alimentação saudável em restaurantes frequentados por moradores locais. As cervejas são absurdamente baratas, coisa de €2 o LITRO. Temos dicas sobre pratos típicos de Praga e da Bratislava, caso você queira experimentá-los.

 

Em 20 dias de mochilão foram gastos €380 em alimentação e (muita) bebida, o equivalente a R$1.725,12.

 

Atrações turísticas
 

Durante um mochilão pelo leste europeu, praticamente não se gasta com atrações turísticas. Berlim, Praga, Viena, Bratislava, Budapeste, Cracóvia e Frankfurt são cidades ricas em patrimônios históricos de grande beleza arquitetônica, muitos deles abertos para o público de forma gratuita.

 

Em Praga existem inúmeras opções de passeios, se você tiver pouco tempo, faça ao menos o roteiro do Lesser Quarter. Na Cracóvia faça o tour pelo Castelo e pela Catedral de Wawel, cujos ingressos somados custam zł45 (€10,60 R$48,12). Programe-se também para fazer um bate-e-volta até o Museu do antigo Campo de Concentração de Auschwitz.

Estando em Viena, vá ao Palácio de Hofburg e não deixe de visitar o Museu Sisi, os Apartamentos Imperiais e a Prataria da Corte. Todos eles estão embutidos em um mesmo ingresso, que atualmente custa €13,90.

 

Já em Budapeste , vale a pena investir 800 ft (€2,7 ou R$12,26) para visitar o belíssimo Bastião do Pescador. Para fechar o mochilão barato pelo leste europeu, aproveite as atrações gratuitas de Berlim.

 

Fazendo um planejamento antecipado para escolher as atrações de acordo com o meu interesse, gastei apenas €27,2 em ingressos, que convertidos em Reais correspondem a R$123,48.

 

Transporte urbano
 

Frankfurt: €15,40

 

Em Frankfurt a passagem única custa €2,90, enquanto bilhete diário sai por €7,20. Para sair ou voltar ao aeroporto, o preço da passagem é €4,80. Crianças de até 5 anos não pagam.

 

Praga: €5,40

 

Na segunda parada, em Praga, o transporte público é composto por metrô e tram, cujas passagens custam 24 CZK (R$4,23) com validade de 30 minutos e 32 CZK para 90 minutos (R$5,64). O ticket de 72 horas (3 dias) sai por 310 CZK (R$54,59). Crianças entre 6 e 15 anos pagam metade, menores de 5 anos têm direito a gratuidade. No blog Sundaycooks existe um guia minucioso sobre como se deslocar na cidade.

 

Cracóvia: €8,40

 

Na Cracóvia, por sua vez, o transporte público é composto por ônibus e bondes, cujas passagens custam zł2,80 (R$2,95) com validade de 20 minutos zł3,80 (R$4,00) para 40 minutos ou zł36 (R$37,93) para 72 horas.

 

Viena: €13,20

 

Já em Viena, os turistas podem se deslocar através de metrôs, ônibus e bondes elétricos. Cada passagem custa €2,20, mas é possível comprar um cartão com viagens ilimitadas para 24, 48 e 72 horas, que custam €7,60, €13,30 e €16,50, respectivamente. Para cartões semanais ou mensais, consulte os preços aqui.

 

Bratislava: sem gastos com transporte urbano

 

Budapeste: €6,70

 

Em Budapeste também é possível e preferível conhecer os principais pontos turísticos caminhando. Para os lugares mais afastados, você pode usar os ônibus, trolleys, bondes elétricos ou metrôs, com bilhetes unitários por Ft350 (R$4,87) ou uma dezena por Ft3000 (R$41,70).

 

Berlim: €19,60

 

Por fim, em Berlim a passagem simples (Einzelfahrschein) custa €2,80, o bilhete de 24 horas (Tageskarte) sai por €7 e o semanal (7-Tage-Karte) fica em €30, mas só vale a pena para quem fica mais de 5 dias na cidade.

 

Tomando como base esses valores, o gasto com transporte durante 20 dias será de aproximadamente €68,70 ou (R$316,42).

 

 

 

 

 

Observação: Repare que em Frankfurt e Praga nós conseguimos economizar com diárias de hostels viajando em ônibus noturnos.

 

Seguro viagem
 

O seguro viagem é obrigatório em todos os países da Europa. Para 20 dias de viagem, gastei R$254,23. Faça a cotação e use o código abaixo para pagar mais barato:

 

 

*Os valores em Reais são atualizados automaticamente de acordo com a variação cambial do dia.

 

 

 

 

3 - Roteiro alternativo e supereconômico – Países bálticos, Rússia e Finlândia

 

No final de 2015, fizemos uma viagem para Moscou, São Petersburgo, Vilnius, Riga, Tallinn e Helsinque. De quebra, paramos por algumas horas em Roma e Milão, aproveitando todo o tempo que tínhamos em cada um desses lugares. Com exceção da Finlândia, todos esses países fizeram parte da União Soviética e passaram por drásticas mudanças nos últimos anos, então vale a pena fazer walking tours para ter uma experiência mais completa. Aconselhamos este roteiro para quem se interessa por história, arquitetura e gastronomia (isso inclui biritas típicas, que vão da vodka russa ao hidromel da Lituânia, sem deixar passar o marcante bálsamo negro de Riga).

 

Como sempre, priorizamos hostels, atrações gratuitas e restaurantes populares frequentados por moradores locais, o que barateou os custos da nossa viagem. Nos permitimos algumas extravagâncias no dia do nosso casamento na Lituânia, mas nada que comprometesse o orçamento do resto da viagem.

 

Veja mais em: viajeibonito

 

 

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